Eu sou um pouco de tudo... Talvez. Orgulhosa demais, ciumenta demais, irônica demais, imperfeita demais, tudo em excesso. Mas não me defino, até por que nem eu mesma sei o que sou; a cada dia me descubro mais... A cada dia me surpreendo mais comigo mesma. E me diz, qual seria a graça se eu te contasse tudo o que eu sou? Gosto de mistérios, gosto que me descubram. Mas lhe digo para não confiar em meus sorrisos, e muito menos quando eu dizer que estou bem... Talvez porque eles não são sinceros, ou talvez, seja apenas para ver se você foi esperto o bastante para me conhecer, para decifrar esse enigma. Conhecido também como: Minha vida.
“Apesar de minha boca vazia, as palavras estão em minha cabeça
“— Eu mandei ele ir embora.
— Ele foi?
— Foi, não disse absolutamente nada.
— E você? Não vai pedir pra ele voltar?
— Estou contando com a saudade!
— Pra fazer ele não ir?
— Não, pra fazer ele voltar.
— (imediatamente)
“A mentira não mata, apenas tortura quem acreditou.
“Algo me dizia que o que eu estava sentindo era ciúmes. Parecia com ciúmes. É como puxar com o dente aquele cantinho da unha até sangrar. Dói e ao mesmo tempo incomoda. E como incomoda viu.
“É chatinho, né? Quando uma pessoa entra na tua vida, faz você se acostumar a falar com ela todos os dias, te vicia na presença dela, te faz gostar das manias dela, do jeito dela, e depois… Some, desaparece. Aí tu tem que agir como se não ligasse. Mas você liga, mesmo assim.